
CONHEÇA A OPERAÇÃO NAVALHA
Em apenas 6 meses de investigação, a Polícia Federal (PF) conseguiu desvendar um esquema que desviava verbas púbicas para a empreiteira Gautama, do empresário Zuleido Veras. Como conseqüência das denúncias feitas pela PF, Silas Rondeau perdeu o cargo de Ministro das Minas e Energia. As investigações prosseguem é bola vez é o presidente do Senado, Renan Calheiros, acusado de ter contas pessoais pagas por um lobista.
OPERAÇÃO NAVALHA
Em apenas 6 meses de investigação, a Polícia Federal (PF) conseguiu desvendar um esquema que desviava verbas púbicas para a empreiteira Gautama, do empresário Zuleido Veras. Como conseqüência das denúncias feitas pela PF, Silas Rondeau perdeu o cargo de Ministro das Minas e Energia. As investigações prosseguem é bola vez é o presidente do Senado, Renan Calheiros, acusado de ter contas pessoais pagas por um lobista.
OPERAÇÃO NAVALHA
O que é?
Operação realizada pela Polícia Federal que descobriu a formação de uma quadrilha que fraudava licitações (com recursos da União), ou seja, a quadrilha garantia que os recursos fossem direcionados (através de fraude) para determinadas empresas, o que caracteriza desvio de verba pública federal.
Operação realizada pela Polícia Federal que descobriu a formação de uma quadrilha que fraudava licitações (com recursos da União), ou seja, a quadrilha garantia que os recursos fossem direcionados (através de fraude) para determinadas empresas, o que caracteriza desvio de verba pública federal.
Quem se beneficiava com as fraudes?
A principal beneficiária era a construtora Gautama, de Zuleido Veras, vencedora de boa parte das licitações. Além dela, algumas empresas patrocinadas pela Gautama também se beneficiaram.
A principal beneficiária era a construtora Gautama, de Zuleido Veras, vencedora de boa parte das licitações. Além dela, algumas empresas patrocinadas pela Gautama também se beneficiaram.
O que foi fraudado?
A quadrilha atuava fraudando licitações referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Luz para Todos. Também foram afetados o DNIT, Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes, os ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento.
A quadrilha atuava fraudando licitações referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Luz para Todos. Também foram afetados o DNIT, Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes, os ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento.
Como funcionava o esquema?
A construtora Gautama oferecia propinas (dinheiro) e presentes (viagens, bebidas, imóveis, carros etc.) a funcionários públicos (municipais, estaduais e federais) e parlamentares em troca de que a empresa vencesse as licitações.
A maioria dos funcionários recebia os presentes e as propinas, e davam um jeito de fazer com que a Gautama fosse a vencedora da Licitação.
Às vezes, conseguia-se a liberação de recursos para obras que nunca existiram ou simplesmente não foram concluídas, tornando famoso o bordão “A Gautama ligava nada a coisa alguma”. Além disso, as obras eram superfaturadas (valor liberado era muito mais do que se precisava, esse dinheiro a mais ficava com os sócios da Gautama.
A quadrilha atuava nove estados (Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e São Paulo) e no Distrito Federal. A Polícia Federal realizou gravações que mostram como as negociações eram feitas.
A construtora Gautama oferecia propinas (dinheiro) e presentes (viagens, bebidas, imóveis, carros etc.) a funcionários públicos (municipais, estaduais e federais) e parlamentares em troca de que a empresa vencesse as licitações.
A maioria dos funcionários recebia os presentes e as propinas, e davam um jeito de fazer com que a Gautama fosse a vencedora da Licitação.
Às vezes, conseguia-se a liberação de recursos para obras que nunca existiram ou simplesmente não foram concluídas, tornando famoso o bordão “A Gautama ligava nada a coisa alguma”. Além disso, as obras eram superfaturadas (valor liberado era muito mais do que se precisava, esse dinheiro a mais ficava com os sócios da Gautama.
A quadrilha atuava nove estados (Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e São Paulo) e no Distrito Federal. A Polícia Federal realizou gravações que mostram como as negociações eram feitas.
Quem está envolvido?
O líder da quadrilha é Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, empresa que mais se beneficiava das licitações fraudulentas. Também estão envolvidos nessa quadrilha empresários, políticos (governadores, ex-governadores, vereadores, senadores e deputados), servidores municipais, estaduais e federais.
Foram presas 48 pessoas. Em seguida, atendendo a determinação da Justiça, todos foram soltos.
Pelo o que já se sabe, quanto dinheiro já foi desviado?
R$ 170 milhões
O líder da quadrilha é Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, empresa que mais se beneficiava das licitações fraudulentas. Também estão envolvidos nessa quadrilha empresários, políticos (governadores, ex-governadores, vereadores, senadores e deputados), servidores municipais, estaduais e federais.
Foram presas 48 pessoas. Em seguida, atendendo a determinação da Justiça, todos foram soltos.
Pelo o que já se sabe, quanto dinheiro já foi desviado?
R$ 170 milhões
Quantos parlamentares, entre deputados, senadores e vereadores, estão envolvidos?
13 Parlamentares, além disso três governadores estão sendo investigados por envolvimento com a máfia. São eles: Jackson Lago (Governador do Maranhão), Wellington Dias, (Governador do Piauí) e Teotônio Vilela (Governador de Alagoas)
13 Parlamentares, além disso três governadores estão sendo investigados por envolvimento com a máfia. São eles: Jackson Lago (Governador do Maranhão), Wellington Dias, (Governador do Piauí) e Teotônio Vilela (Governador de Alagoas)
A que crimes os envolvidos vão responder?
Fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência (usar status que uma pessoa tem), lavagem de dinheiro (fazer com que dinheiro tenha uma origem, quando na verdade tem outra, que é ilícita), superfaturamento de obras e desvio de dinheiro.
Fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência (usar status que uma pessoa tem), lavagem de dinheiro (fazer com que dinheiro tenha uma origem, quando na verdade tem outra, que é ilícita), superfaturamento de obras e desvio de dinheiro.
Como anda o processo atualmente?
Está nas mãos na Justiça, e quem está relatando as investigações e ouvindo os envolvidos é a ministra do Superior Tribunal de Justiça, STJ, Eliana Calmón.
CASOS QUE CHAMARAM A ATENÇÃO DA MÍDIA
Está nas mãos na Justiça, e quem está relatando as investigações e ouvindo os envolvidos é a ministra do Superior Tribunal de Justiça, STJ, Eliana Calmón.
CASOS QUE CHAMARAM A ATENÇÃO DA MÍDIA
Envolvimento de Silas Rondeau
Nas investigações da Polícia Federal foi descoberto que o então ministro das Minas e Energia do governo Lula, Silas Rondeau teria recebido uma propina de R$ 100.000 em seu escritório em Brasília, a mando de Zuleido Veras (dono da construtora Gautama) em troca de favorecer a Gautama em uma licitação.
O dinheiro foi entregue no próprio ministério de Rondeau pela diretora financeira da Gautama, Fátima Palmeira. As câmeras da Polícia Federal flagraram a entrega, que aconteceu 13 de março desse ano. Fátima entregou o dinheiro ao acesso especial de Rondeau, Ivo Almeida Costa.
Após intensa pressão e conversa com o presidente Lula, no dia 22 de maio Silas Rondeau pediu demissão do cargo. Lula aceitou.
O dinheiro foi entregue no próprio ministério de Rondeau pela diretora financeira da Gautama, Fátima Palmeira. As câmeras da Polícia Federal flagraram a entrega, que aconteceu 13 de março desse ano. Fátima entregou o dinheiro ao acesso especial de Rondeau, Ivo Almeida Costa.
Após intensa pressão e conversa com o presidente Lula, no dia 22 de maio Silas Rondeau pediu demissão do cargo. Lula aceitou.
Envolvimento de Renan Calheiros
O envolvimento de Renan Calheiros, Presidente do Senado, com a Operação Navalha se deu após a Polícia Federal ter descoberto, em gravações realizadas, que o ex-secretário de Infra-estrutura de Alagoas, Adeílson Teixeira Bezerra e outros membros da quadrilha, estarem articulando para que Renan pressionasse a Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, a liberar verbas para essa fraude.
Novas denúncias surgiram a Renan Calheiros feitas pela Revista Veja, que em reportagem mostra que o lobista Claúdio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior, teria pago despesas pessoais de Renan, de janeiro de 2004 a dezembro de 2006. O dinheiro era uma pensão de R$ 12 mil pagos à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador teve uma filha.
O senador fez um discurso no plenário do Congresso em que teve que assumir que teve um relacionamento extraconjugal, com a jornalista Mônica Veloso, e que teria tido uma filha com ela. Renan defendeu-se afirmando que as despesas com pensões à sua filha foram pagas com o rendimento de atividades agropecuárias de suas fazendas, que totalizaram R$ 1.700.000 em 2006. Com isso, Renan tenta mostrar que não precisava da ajuda do lobista para pagar suas contas.
Porém, a Revista Veja mostrou documentos (contratos de locação de imóveis) em que Gontijo aparece como fiador (pessoa que paga as despesas caso o titular não tenha condições) de imóveis locados por Mônica Veloso.
Mesmo após a defesa, surgiu uma nova suspeita: a de que Renan teria acrescentando bens à sua Declaração de Imposto de Renda.
O Conselho de Ética do Senado resolveu abrir processo de investigação contra Renan Calheiros.
Não bastasse todas essas denúncias, surge mais uma, agora feita pelo jornal O Globo que publicou matéria em que afirma que Renan e seu irmão, Olavo Calheiros, estão sendo acusados de ocultar que são donos de propriedades rurais na região de Murici, em Alagoas. Para isso, estariam utilizando “laranjas” (pessoas usadas para ocultar alguma coisa de alguém) como se fossem os donos das fazendas.
Novas denúncias surgiram a Renan Calheiros feitas pela Revista Veja, que em reportagem mostra que o lobista Claúdio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior, teria pago despesas pessoais de Renan, de janeiro de 2004 a dezembro de 2006. O dinheiro era uma pensão de R$ 12 mil pagos à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador teve uma filha.
O senador fez um discurso no plenário do Congresso em que teve que assumir que teve um relacionamento extraconjugal, com a jornalista Mônica Veloso, e que teria tido uma filha com ela. Renan defendeu-se afirmando que as despesas com pensões à sua filha foram pagas com o rendimento de atividades agropecuárias de suas fazendas, que totalizaram R$ 1.700.000 em 2006. Com isso, Renan tenta mostrar que não precisava da ajuda do lobista para pagar suas contas.
Porém, a Revista Veja mostrou documentos (contratos de locação de imóveis) em que Gontijo aparece como fiador (pessoa que paga as despesas caso o titular não tenha condições) de imóveis locados por Mônica Veloso.
Mesmo após a defesa, surgiu uma nova suspeita: a de que Renan teria acrescentando bens à sua Declaração de Imposto de Renda.
O Conselho de Ética do Senado resolveu abrir processo de investigação contra Renan Calheiros.
Não bastasse todas essas denúncias, surge mais uma, agora feita pelo jornal O Globo que publicou matéria em que afirma que Renan e seu irmão, Olavo Calheiros, estão sendo acusados de ocultar que são donos de propriedades rurais na região de Murici, em Alagoas. Para isso, estariam utilizando “laranjas” (pessoas usadas para ocultar alguma coisa de alguém) como se fossem os donos das fazendas.

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